Quando pensamos na imigracao alema na Serra Gaucha, derepente acabamos pensando em quao legal deve ter sido ter a oportunidade de ser os primeiros a chegar naquele lugar. Bulshit.... pesquisando mais a fundo os registros historicos, podemos verificar que os primeiros dias, ou anos dos imigrantes nao foram nada faceis. Eles eram vidraceiros, operarios, metalurgicos e muitos outros profissionais que foram seduzidos pela possibilidade de ter a sua propria grande terra cultivavel, de forma que acabaram por vir ao Brasil..... Quando chegaram aqui eles, profissionais qualificados, depararam-se com uma mata atlantica virgem, com uma vegetacao especa e sem qualquer infra-estrutura....
Eles eram os profissionais que abriam estradas, buscavam agua potavel, construiam casas. Mas as casas eram construidas com madeira, e a unica madeira disponivel era uma arvore imponente, a agua potavel, no maximo, vinham de rios e a geografia do local fazia com que eles necessitassem de poco (eles nao eram qualificados para contruir possos), e as estradas entao........ ao mesmo tempo que eles necessitavam construir suas casas eles tinham que buscar sua agua e ainda por cima abrir as estradas para possibilitar a geracao de renda necessaria para a sua sobrevivencia.
A primeira geracao foi muito sacrificada, ja a segunda geracao cresceu naquele meio! era um motivo de festa para os mais velhos, seu descendentes nao haviam conhecido a vida que existia na alemanha ou seja la aonde foi..... Mas tambem nao existia GUERRA entao a vida aqui nao era tao ruim....
A outra geracao veio, uma geracao da qual voce ouviu muitas historias, trabalho e muito trabalho, producao de subsistencia, necessidade da formacao das vilas para permitir o bem estar necessario. Pessoas que cresceram conhecendo a terra, conhecendo como plantar pode realmente rende fruto.
Mas junto com isto vieram as lendas sobre os antepassados.... qual descendente nunca ouviu que seu avo, ou bisavo teria nascido no navio? ou morrido no navio? acontece que analisando a documentacao das viagens percebemos que um nascimento no navio era tao improvavel como ganhar na loteria (nunca vi um registro de alguem nascido num navio).
Os germanicos nossos descendentes nao fugiam, eles buscavam, e muitos se arrependeram quando encontraram a floresta atlantica.... herma.... mas nao havia a possibilidade de voltar atraz.... precisavam seguir adiante.
Se hoje o orgulho de ser descendente deles esta aqui, pode ter certeza que gracas a isso a vida e a vivencia deles nao foi em vao!!!! nos proximos posts pretendo abordar a forma de vida, as possibilidades e a distribuicao territorial nas areas ocupadas pelos alemaes.
Como sempre toda opiniao e informacao sao bem vindas!!!!
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
HISTORIA DA FAMILIA DRECHSLER
A historia dessa família no Brasil se inicial
com com a imigração de Friederich e Wilhelmine Drechsler, ele nascido em 1810 e
ela nascida em 1809. Juntamente com eles vieram também seus filhos, Carl Gustav
(*1837), Otto (*1841), Richard (*1844) e Mathilde (*1846). Eles eram
originariamente da cidade de Chemnitz, cidade não muito distante de Berlin e
bastante próxima as fronteiras da Polonia e da Republica Tcheca. A família Drechsler
cruzou a Alemanha ate chegar a cidade de Hamburgo, de onde embarcaram no dia
01/06/1858 rumo ao Brasil, no Barco de nome Mari, que tinha como capitão o Sr.
Schwank. Chegaram ao Brasil pelo porto do Rio de Janeiro, e posteriormente ao
Porto de Rio Grande e depois a Porto alegre, aonde tomaram um novo barco em direção
a Serra Gaucha. Eles foram um dos pioneiros da Vila de Nova Petropolis,
distrito de São Sebastiao do Cahy, mas precisamente na localidade da Linha
Imperial. Na Localidade, Carl Gustav que havia sido registrado na fronteira alemã
apenas como Gustav, passou a ser conhecido apenas como Carlos, Casou-se com
Cristina Droeschner (filha de Pedro e Fillipina Droechner que também eram alemães
naturais, nascida em 1849 e falecida em 1902, aos 53 anos de idade) e teve 7
filhos: Frederico, Roberto, Emilio, Alberto, Otilia, Osvaldo e Adolphina. Carl
Gustav era o ferreiro da região, e por isso muito conhecido e influente. Por
ser muito conhecido e viver cerca do Cartorio da região Carl Gustav consta como
testemunha do nescimento e casamento de dezenas de pessoas, foram tantos
registro que esse numero equivale a mais de metade dos registros de Nascimentos
na Linha Imperial no período compreendido entre 1870 e 1900. Carl Gustav veio a
falecer no ano de 1912 aos 85 anos de Idade.
Filho de Carl, Roberto Drechsler, nasceu no ano
de 1872 na Linha Imperial e casou-se com Mathilda Schuman (filha de Fernando e
Frederica Schumann, nascida em 1875) na data de 16/10/1892. Tiveram 3 filhos a
que se tem noticia ate o momento, Conrado, Albino, Hilda, Adolfina e Alfredo.
Ele herdou a profissão do pai e também era ferreiro, dando continuidade ao
trabalho do pai na Linha Imperial. Roberto faleceu no dia 16/09/1941 na casa de
seu filho Albino, na linha Avila. O irmão de Roberto, Alberto, figura como sócio-fundador
da Cooperativa de Credito SICRED de Nova Petropolis.
Mathilda Schuman era filha de Fernando Schumann
(nascido na Alemanha), que por sua vez era filho de Gotlieb e Julianna
Schumann, ambos naturais da Alemanha, contudo não foram encontrados os
registros informando a cidade alemã de origem e nem tampouco a data da imigração
para o Brasil. Por outro lado Frederica Schumann, mãe de Matilda, era filha de
N. Otto e Wilhelmine Otto e tanto Frederica quanto seus pais eram naturais da
Alemanha e a exemplo da família Schumann não foram encontrados os registros
deles na Alemanha. As informações de que eram naturais da Alemanha são baseadas
nos documentos emitidos por cartórios onde havia a informação declarada de que
eles detinham tal nacionalidade.
Neto de Carl Gustav e filho de Roberto, Konrado
Drechsler nasceu em 1892 na Linha Imperial e casou-se com Maria Francisca Kruger. Os dois tiveram 11
filhos: Edvino, Ervino, Alberto, Carlos, Theobaldo, Alfredo, Emilia, Lina,
Selvina, Lucinda e Emilio. Eles completaram 50 anos de casados antes de ele
falecer em 05/02/1962, na cidade de Ipira. Em um dado momento a família se
dividiu, indo os pais e alguns filhos indo morar no interior de Santa Catarina,
onde que, contudo, restaram alguns dos filhos deles morando no Rio Grande do
Sul. Conta a historia que Conrado era um pouco duro com os filhos e gostava de
beber, e a Maria Francisca dura com ele, dizem inclusive que ela batia nele
quando ele incomodava após beber. Tendo completado 50 anos de casados pode-se
concluir que acima de qualquer problema conjugal eles eram felizes a sua
maneira.
Maria Francisca Drechsler casada com Konrado
Drechsler, trazia de casa o sobrenome Kruger cruzada com a família Hanel. Maria
Francisca nasceu na Linha Araripe em 12/06/1891, filha de Joao Kruger e Maria
Hanel, e que após casar-se e ter seus 11 filhos, veio a falecer na cidade de
Ipira no interior de Santa Catarina em 1873.
A família Kruger era natual da Alemanha, tinha
como patriarca Carl Kruger e como matriarca Maria Kruger (Burger era o
sobrenome de solteira) mas não foram encontrados ainda os registros que
comprovem a cidade de que provem, nem mesmo a data da imigração para o Brasil.
Entretanto a informação de que eram alemães são apresentadas em documentos
oficiais brasileiros.
A Familia Hanel era originaria da Bohemia, um
reino germânico localizado onde hoje fica situada a Republica Tcheca. Viviam na
localidade de Ober Berzdorf (Alta
Berzdorf), cidade esta que hoje leva o nome tcheco de Horni Sucha na provincia de Liberec. Os patriarcas se chamavam
Johann e Julianne Hanel (esta que trazia de solteira o sobrenome Flockner) e
vieram a europa com seus 8 filhos: Eduard, Josef, Franz, Maria, Julie, Anna,
Gustav e Bertha na data de 20/08/1877 no navio Montevideu tendo como capitão o
Sr. Kiel. Aportaram no Rio de Janeiro em 17/09/1877 de onde seguiram para o sul
fixando residência na linha Araripe.
Filho de
Konrado, Carlos Drechsler nasceu 16/03/1916, e casou-se com Ida Ramm na data de
13/06/1942, eles foram morar na Linha Marcondes e tiveram 12 filhos, Arlindo, Zilda, Celia, Loni, Ingo, Eldo, Egon, Alcido, Willy, Melita, Marli e Ari, alem
destes eles tiveram um filho nati-morto e um outro que era gêmea com Zilda e que
veio a falecer por enfermidade precocemente. Carlos veio a falecer na cidade de
Gramado em 03/09/1995.
Ida Ramm, esposa de Carlos, era filha de
Gustavo Ramm e Elsa Suckow, nasceu em 11/03/1923 na Linha Marcondes, Casada com
Carlos Drechsler em 13/06/1942, após 12 gestacoes (+1 natimorto), veio a
afalecer na cidade de Gramado na data de 29/09/2014.
A Familia Ramm era originaria provavelmente da região
da Pomerania, um reino germânico onde fica localizada atualmente a Polonia,
contudo não se pode afirmar no momento ainda a cidade nem a data da imigração para
a America do Sul. Sabe-se no entanto que os patriarcas eram Wilhelm e
Wilhelmine Ramm, que vieram para o Brasil, tiveram 6 filhos: Carlos, Frederico,
Luiz Ludwig, Bertha, Guilhermina e Anna Crhristina. Carlos Ramm filho deste
casal casou-se com Mathilda Wille tiveram 9 filhos: Elsa, Gustavo, Henrique,
Alfredo, Selma, Paulina, Alberto, Guilhermina e Antonia. Merece aqui um
destaque ao fato de que seis dos filhos de Konrado Drechsler casaram com membros da familia Ramm, sendo dois filhos de Carlos Ramm, tres filhos de Gustavo Ramm e uma filha de Elsa Weber, que levava Ramm como nome de solteira.
A Familia Wille era originariamente da cidade
de Darsow na Pomerania, reino germânico que atualmente encontra-se em território
polonês. A cidade de Darsow localisa-se ao norte da Polonia, e não encontra-se
muito distante do Mar Baltico. A exemplo da maioria dos imigrantes da época,
eles viajaram centenas de quilômetros ate chegarem ao porto de Hamburgo na
Alemanha, de onde partiram em 18/04/1859, no navio Neptuno, cujo capitão era o
Sr. Worthmann, com destino ao Rio de Janeiro. Nesta época Wilhelmine tinha 31
anos de idade enquanto Friederich estava com 33 anos.
Esta e a historia basica da familia, nos proximos posts vamos contar as peculiaridades e tambem as historias comicas e tragicas da familia. Colabore conosco enviando a sua historia.
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